Ambivalências

Estamos no final de Julho e, no trabalho, começam a re-aparecer as velhas caras que tão bem conhecemos..

Por um lado, os nossos colegas de equipa, já de pele bronzeada do sol, a acusar bons dias de praia e tardes de esplanada. Por outro, os doentes.. voltar de férias é, também, altura de ir ao médico.. nos meses de verão o mundo da Medicina é habitualmente mais calmo, e parece que até as dores dão descanso aos doentes.. mas como tudo o que é bom acaba depressa, o regresso à rotina passa também pelo agendar da consulta e pela visita ao médico de família.

Neste vai e vem, aquece e arrefece, corre e relaxa, o doce do sonho da partida alterna com o amargo que é deixar um local em que somos necessários, em que fazemos a diferença, e em que para além disso nos sentimos bem, parte de uma equipa dinâmica e de um ambiente habitualmente bem disposto.

Faz-nos pensar duas, e três, e quatro vezes, e meter a mão na conscicência… largar tudo para viajar será uma decisão caprichosa? egoísta? infantil?.. e apesar da vontade continuar a ser maior que tudo, todo o resto torna o que sobra extremamente difícil.

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