Um dia de sonho em Virgin Gorda (Tortola, IVB)

De nome já de si apelativo, Virgin Gorda é o lugar a não perder numa visita Tortola (Ilhas Virgens Britânicas). E sim, tudo o resto pode ficar para trás… menos esta ilha. Chegar não é fácil ou barato. Implica apanhar o ferry para a ilha (38USD), seguindo-se o autocarro até à entrada no Parque Nacional (outros 3 USD). Mas garanto-vos que vale a pena.

              Curiosamente, já tinha estado em Tortola há muitos, muitos anos atrás. Foi por ocasião de um dos primeiros circuitos que fiz com os meus pais por estas mesmas ilhas das caraíbas. Lembrava-me do porto de St.Kitts. Das ruas de St.Marteen. E da Devil’s Bay de Virgin Gorda.

              O Parque Nacional The Baths é um parque não muito extenso que se situa numa das pontas da ilha. Na zona de acesso, encontramos para além do pórtico um restaurante com piscina e uma vista fabulosa sobre aquilo que se nos espera.

              Começamos então por fazer o trilho, este bem demarcado, com pouco declive, a convidar para uma caminhada fácil de não mais de 20 minutos. Algumas bifurcações permitem-nos chegar até algumas praias mais ou menos escondidas de The Baths. Mas o que caracteriza afinal esta zona? The Baths é conhecido pelas suas maciças formações graníticas, moldadas pelo tempo e pela erosão em gigantescas esferas e ovais de pedra, elegantemente apoiadas umas sobre as outras sobre as baía. Nos seus intervalos, surgem ora baías relativamente amplas ora pequenas caves com piscinas naturais bastante recatadas. Numa das direcções, os maciços ganham dimensão ainda maior e temos não raramente de nos baixar, subir escadas ou agarrar cordas estrategicamente colocadas para fazer o percurso. 

As águas são transparentes e a zona é rica em corais pelo que está fora de questão esquecer o equipamento de snorkel. Pego numa máscara (ainda não conhecia estas máscaras de snorkel que em vez de bucal cobrem toda a face e tornam tudo mais fácil, vocês já?) e nado em direcção a alguns rochedos que sobressaem na superfície. Rapidamente começo a ver peixes de todas as cores em várias dimensões, acompanhados por corais tipo esponja ou cuja forma lembra pequenas árvores, e não consigo deixar de reparar no tom enegrecido das suas extremidades em vez do violeta original. Não tenho quaisquer conhecimentos sobre vida marinha, mas não consigo evitar perguntar-me se deveria ser assim, ao mesmo tempo que apanho da areia lixo e restos de plástico e os deito no caixote no meu caminho de regresso.

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