Como chegar a Amarante

As 3 melhores opções para chegar a Amarante são de carro, de autocarro ou de comboio.

Vir de carro confere maior liberdade de deslocações e de horários e permite visitar zonas periféricas de interesse. Para lá chegares tens de apanhar a A4.

Contudo, se pretendes apenas visitar a cidade de Amarante, tanto o autocarro como o comboio são alternativas possíveis, muito práticas e confortáveis , para além de ambientalmente mais sustentáveis.
A paragem de autocarros é dentro do complexo citadino e a cerca de 5 minutos a pé do centro histórico, pelo que se vieres com uma mochila ou uma mala leve dispensa chamar um taxi. De Lisboa, eu apanhei o autocarro da Rede Expressos até ao Porto (3 horas) e depois mais cerca de 40mins até Amarante. O bilhete Lisboa-Amarante fica habitualmente em 41,40 euros (ida e volta) – ou se vieres do Porto, o bilhete Porto-Amarante fica por apenas 14,80 euros (ida e volta) – mas atenção que há descontos a toda a hora e portanto pode ser ainda mais baixo!

Já no caso do comboio, a paragem de referência é Caíde de Rei, que ainda fica a 20Kms de distância de Amarante. 

 

Parceria Rede Expressos e Me across the World

Onde ficar em Amarante

Opções não faltam no que toca a alojamento em Amarante, desde o mais requintado ao mais hostel mais porreiro da região. 

 

Se o que procuras é um retiro de charme, então não posso deixar de aconselhar o ex-líbris de Amarante, a Casa da Calçada.

Este hotel, assim transformado em 2001, foi originalmente a residência do Conde de Redondo, no já ido séc.XVI. Este hotel é dotado de um spa, piscina e jacuzzi, para além de estar na fila da frente no que toca a olhar o Tâmega. Como nota distintiva, tem para além de tudo isto o restaurante Largo do Paço, premiado com uma estrela Michelin. A diária começa nos 122 euros, e para o restaurante – que apenas serve jantares – convém fazer reserva.

Casa da Calçada e Me across the World
a fachada da Casa da Calçada, sobre o Rio Tâmega

Contudo, venhas em grupo ou em casal, a minha experiência de alojamento 5 estrelas foi no Hostel des Arts, uma moradia  clássica com mais de 100 anos, 4 andares, jardim e janelas azuis impossível de enganar. Na verdade, este pode até ser considerado um dos edifícios históricos de Amarante, uma vez que foi o primeiro hotel da região.

Localizado à beira-rio, com vista para o Tâmega e a 200 metros do centro histórico, este Hostel tem tudo o que podes desejar para uma estadia. O espaço está decorado num rústico elegante que transmite conforto, recheado de recantos e pormenores encantadores que enchem a alma e trazem aquela vontade de ficar mais um pouco. Nas paredes, quadros, fotografias, serigrafias e outras peças lembram a história e cultura locais, assim como homenageiam os mais célebres artistas amarantinos. 

 

Parceria Hostel des Arts e Me across the World
o encantador espaço comum do Hostel des Arts
Parceria Hostel des Arts e Me across the World2

Dotado de 15 suites (com vista rio, vista jardim ou vista rua), tem ainda vários dormitórios com 2, 4, 6 ou 12 camas, todas elas munidas de prateleira, luz individual e tomada própria, para além de cacifo. Os balneários são modernos, com aqueles detalhes que não escapam ao olho (mesmo do viajante mais relaxado) – secador de cabelo, tábua e ferro de engomar estão lá para as eventualidades. Também a cozinha é ampla, luminosa e super equipada, dispondo de imensos lugares sentados em vários ambientes distintos criados no mesmo espaço. Em breve surgirá também no Hostel um restaurante e o jardim está a ser renovado para muitas surpresa

Parceria Hostel des Arts e Me across the World3
Um total de 80 camas, entre 15 suites e camaratas de 2 a 12 pessoas

Onde comer em Amarante

Durante a minha estadia de 1 dia e meio em Amarante, pude experimentar pastelarias, cafetarias e restaurantes. Assim, estas são as minhas sugestões com base em experiência pessoal:

– Pequeno-Almoço – o pequeno-almoço foi tomado muito próximo do hostel, na Pastelaria Pardal. É uma pastelaria renovada, de aspecto muito clean e agradável, com 3 mesas voltadas directamente para as janelas que olham o Tâmega. Aqui podes encontrar alguns dos doces tradicionais de Amarante. O café, croissant, pão de alfarroba com queijo, uma telha e um húngaro ficaram por 4,80 euros.

Almoço – Descobri o Restaurante Lusitana por acaso e foi a melhor opção. Um serviço rápido, simpático e uma comida deliciosa com vista sobre o rio. Para além disso, o preço é super apelativo: uma dose de vitela vhega para duas pessoas – e ainda sobrou -, acompanhada pelo couvert e uma garrafa de água ficou por 20 euros.

 

Jantar – na noite da minha chegada fui experimentar o requintado Pobre Tolo… e (quero acreditar que por azar), que tola que fui. Devido à pandemia, este espaço esteve fechado durante praticamente 3 meses tendo sido ontem a re-abertura. O serviço deixou muito a desejar, desde a rapidez à qualidade do mesmo (por exemplo, restos do couvert e sacos de plástico que envolviam o pão e que nunca foram levantados da mesa). Os pratos escolhidos demoraram mais de 1 hora e 15 minutos a serem trazidos. A qualidade da comida, assim como o aspecto são inquestionáveis, e quero acreditar que foi uma vez sem exemplo. Pão, uma entrada, prato principal e garrafa de vinho verde ficaram por 30,6 euros. 
Na segunda noite o cansaço apoderou-se e fiquei mesmo pelo conforto do Bar do Hostel des Arts, que oferece petiscos como tábua de queijos. húmus e palitos de cenoura, frutos secos caramelizados com ele e flor de sal e muitas tostas: recomendo a Don Quixote (Mozarella fresca, tomate cherry e manjericão). Partilhado, 3 tostas, 2 limonadas e um copo de vinho verde não chegaram a 15 euros. Os doces da casa ficam para a próxima, que a tarde já foi pesada em calorias… 

No geral, os restaurantes apresentam sempre entradas à base de queijo e enchidos, e pratos principais de vitela, cabrito e bacalhau que se aconselham acompanhados de Vinho Verde – produto típico da região. Este é tão característico que alguns dos donos dos restaurantes têm as suas próprias produções!

Outras sugestões de restauração: Adega Kilowatt e Adega Regional Quelha. Para a melhor cerveja tradicional, o espaço Surviaria. O Largo do Paço (premiado pela Michelin) serve somente jantares e requer marcação. A Casa Ventura fica um pouco mais distante mas quem conhece diz que é de ir, provar e voltar.

Restaurantes Amarante por Me across the World
à esquerda, a Pastelaria Pardal. À direita em cima, uma das tostas do Hostel des Arts, o prato de vitela no Lusitana e o Lombo de Boi com ameixa do Pobre Tolo.

Os doces que não vais querer deixar de provar

Na cidade de Amarante há duas pastelarias que se destacam: a muito conhecida Confeitaria da Ponte (1930) e O Moinho. Se a primeira ganha pela localização, nome e antiguidade, já na segunda encontrei um espaço simples mas elegante e que se adequa mais aos meus gostos. 

Como na sua grande generalidade, os doces conventuais apresentam invariavelmente uma combinação de ovos, farinha, açúcar e, por vezes, amêndoa. Em Amarante, os doces típicos são os Foguetes (pequenos doces cilindricos, crocantes, com doce de ovos e amêndoa), os Papos de Anjo (semelhantes aos ovos moles de aveiro mas com uma capa crocante de açúcar), as Brisas do Tâmega (com formato de canoa), as Lérias (de açúcar mascavado) e os S. Gonçalo (que se assemelham a um pequeno pudim de ovo).

“S. Gonçalo d’Amarante, Tantos milagres fazeis. Também são milagres vossos, Estes doces e pastéis”.
“Ó meu rico S.Gonçalo, Que tão bem sabes prender, Não só quem te vai rezar, Como quem bolos comer”.
“Lérias, Foguetes, Queijadas, Papos d’Anjo, Trouxas de ovos, São as receitas do Santo, para alegria dos povos”.

Mas os mais conhecidos e marotos de todos são mesmo os Quilhõezinhos de São Gonçalo, doce de forma fálica que faz parte da cultura popular – segundo a tradição, devem ser oferecidos às raparigas durante as festas de São Gonçalo, para facilitar a conquista.  

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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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