Ao centésimo dia da minha viagem, presenteio-me com as delícias do Deserto do Atacama. Uma vez mais uma longa noite num autocarro para chegar ao meu destino, mais exactamente 24 horas desde Valparaíso até S. Pedro de Atacama, no extremo norte do Chile.

A cidade apresenta-se de tons ocres, o chão a confundir-se com as cores das paredes argilosas de casas e da igreja principal. Manhã cedo e a cidade ainda está adormecida, ganhando vigor com o avançar do dia e atingindo o seu expoente ao final da tarde, onde para além das inúmeras oficinas de turismo começam a aparecer os restaurantes e bares iluminados por lâmpadas amareladas. Uma cidade do faroeste, e literalmente é aqui que estou… no “far”, “far” oeste. Situa-se em pleno deserto mais árido do mundo, numa depressão pré-altiplânica de 2438 metros, limitada a Oeste pela Cordilheira de Domeyko e a este pela Cordilheira dos Andes.

Há muitas ofertas de tours, e em igual número preços distintos para uma, duas ou mais combinações. Acompanhando imagens dos confins do Altiplano desde há anos, sinto-me uma criança perdida ao querer fazer tudo o possível.. e, tal como as crianças, não olho à carteira nestes dias. Ainda assim, já calejada de meses de viagem à procura de bons negócios, encontro uma óptima oferta de 4 excursões pelo preço de 70 mil pesos chilenos, algo como cerca de 95 euros. Inicio-me nessa mesma tarde com a ida à visita à Laguna Cejar, que poderão ler aqui.

 

Como chegar a S.Pedro de Atacama?

Para além do autocarro acima referido (também com origem em muitas outras cidades do Chile, como Calama, Santiago, La Serena ou Antofagasta , ou até mesmo vindo da Argentina ou Uyuni, na Bolívia), a cidade de Calama (a cerca de hora e meia de distância) tem um aeroporto para onde voam as companhias aéreas Latam, Jetsmart e Sky Airline. Daí, pode optar-se entre um shuttle privado ou autocarro público.

café no centro de São Pedro de Atacama
Igreja de S. Pedro de Atacama (1641)
Altar da igreja de S. Pedro de Atacama
triângulo de homenagem ao vulcão Licancabur (um Deus, segundo a mitologia hispânica)

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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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