A cerca de 10 minutos de carro de São Pedro de Atacama e em plena Reserva Natural Los Flamengos brilham as montanhas nomeadas por Gustavo Le Paige como Valle de la Luna e Valle de La Muerte.

Antigamente submersas nos tempos pré-históricos dos grandes lagos, estas formações ricas em sulfato de cálcio e gesso foram moldadas há mais de 23 milhões de anos pelos movimentos da crosta terrestre e, após a sua emersão, pela chuva e pelo vento. Circunscrito por cordilheiras, é o constatar da célebre frase de Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Toda a água que atinge esta superfície é proveniente de chuvas (raras) ou do degelo da neve acumulada nos vulcões e montes adjacentes, não tendo possibilidade de escoamento. Estamos no deserto mais árido do mundo, em que não se verifica mais que 12% de humidade. Em algumas das suas zonas, não se detectou a ocorrência de chuva por mais de 200 anos! Por esse motivo, após a evaporação é possível encontrar terrenos extremamente salgados e, inclusive, blocos de sal.

Uma da suas zonas foi até 1985 sujeita à exploração e extracção de sal, tendo aqui vivido famílias durante cerca de 50 anos e cujas casas eram feitas de blocos extraídos das minas. Para se aquecerem usavam a llareta, um denso arbusto que cresce a mais de 4 mil metros de altura e com grande potencial combustível (um pedaço do tamanho de um punho pode arder durante 6 horas!). Devido à sua elevada procura e ao facto de só crescer 1mm por ano, é hoje em dia considerada uma espécie protegida no Chile.

Vulcão Licancabur
“As três Marias”
Ciclistas a percorrer os campos desérticos
Valle de la Muerte
linhas de sedimentação (o Homem a fornecer uma pequena ideia das dimensões deste local!)
Pôr do Sol no Valle de la Luna
Pôr do Sol no Valle de la Luna

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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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