São brancas as nuvens de vapor que saem do chão e negras as sombras curiosas que as atravessam. O cenário parece tirado de um filme apocalíptico, com dezenas de fumarolas a brotar de forma irregular do solo plano, a água fervente a projectar-se no ar a vários metros de altura.

Segundo a antiga cultura hispânica politeísta, os vulcões eram deuses na terra. As caldeiras e geisers são suas representações, pelo que eram venerados – a própria forma a lembrar pequenos vulcões, a “Geiserita” (sais minerais e sílica) a sedimentar nos seus bordos e a dar a conicidade. A cor vermelha é fornecida por bactérias hipertermófilas que se alimentam do enxofre (a 60-110ºC) e a cor amarela por bactérias entre os 40 e 60ºC. No verde encontramos as cianobactérias. A água ferve aos 86ºC, fruto da menor pressão atmosférica.

Para vislumbrar este espectáculo ao máximo tem de se sair (muito) cedo de San Pedro de Atacama, a mais de 90Kms de distância, de forma a chegar aos 4300m de altitude antes do nascer do sol. Não é para menos… este é o terceiro maior parque geotérmico do mundo, com uma extensão de 10Kms2.

Máquina para extracção de sal, anos 60. Comercialização impedida devido ao elevado teor em arsénico e enxofre.

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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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