Apesar das poucas horas em San Marcos – Guatemala (e relembrando as minhas próprias origens), foi-me possível visitar o seu Centro de Atendimento Permanente.

Este Centro de Saúde tem apenas uma enfermeira e uma auxiliar em permanência, para uma população de cerca de 3000 pessoas.

Recentemente, dispõem de uma médica em serviço durante 6 meses, algo que não acontece no resto do ano por falta de apoios governamentais.

Fruto de forte influência religiosa e cultural, os cuidados médicos são pouco procurados nestas terras e o planeamento familiar é ainda um conceito recente. A maioria dos partos ocorrem em casa e são conduzidos pelas anciãs, pelo que a mortalidade materna e neonatal é elevada. Por isso, e apesar de haver uma pobre sala de partos no Centro, as situações complicadas que a ele chegam são muitas vezes conduzidas à aldeia mais próxima, a uma hora de distância.

O serviço de saúde é público e, novamente, há uma grande necessidade de visitas domiciliárias (sobretudo para vacinação e cuidados neonatais e infantis) porque a procura não é espontânea. A medicina é assim mais curativa que preventiva.

Frente ao centro há também uma associação de Alcoólicos Anónimos, um problema cada vez mais emergente devido ao turismo particular e elevado consumo de psicotrópicos.

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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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