A convite da Gap Year Portugal e da Rede Expressos, experimentei em Junho este Roteiro de 4 dias pelo Porto juntamente, tendo também num dia extra passado pela cidade de Amarante. Queres ir ao Porto e não sabes por onde começar?? Basta seguir estas linhas orientadoras com alguns acrescentos na primeira pessoa!

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Porto, visto da Ponte D.Luís I

Roteiro pelo Porto - Dia 1

“Entramos no Porto com o pé direito, numa das principais estações de metro da cidade: a Estação da Trindade. E porque não? Podíamos começar por outro lado, mas quisemos iniciar o nosso roteiro naquele sítio por onde, todos os dias, passam milhares de portuenses e turistas. Estamos em pleno centro, a pouco mais de 300 metros da Avenida dos Aliados, a principal avenida do Porto.

Para os fãs de arquitetura, é aqui que começa o Roteiro pelo Porto: a Avenida dos Aliados tem vários exemplos de edifícios de Art Déco e Art Nouveau, como o edifício da Caixa Geral de Depósitos, o do Comércio do Porto ou o Monumental Palace Hotel.

Descemos em direção à Ribeira e é do lado esquerdo, ainda na Avenida, que encontramos o McDonald’s mais bonito do mundo. Em tempos, este edifício era conhecido pelo seu café quando, na altura, era o Café Imperial, mas hoje em dia é famoso pelos seus vitrais coloridos, candelabros de cristal e gigante águia de bronze.

Continuamos a descer e chegamos ao ponto de encontro dos Aliados: a Estátua Equestre de D. Pedro IV, uma das personagens mais acarinhadas pelos portuenses. Foi devido à histórica prestação das tropas liberais de D. Pedro IV, durante o Cerco do Porto, que a cidade passou a contar com o título de Invicta, atribuído por D. Maria II, sucessora do trono.

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Avenida dos Aliados

Retomamos caminho e estamos perante o antigo Convento de São Bento de Avé Maria, atual Estação de São Bento – este roteiro pelo Porto ficaria incompleto sem a conhecermos. Os famosos azulejos, colocados em agosto de 1915, que ocupam cerca de 550 metros quadrados de superfície, representam cenas históricas como o casamento de D. Filipa de Lencastre com D. João I, em 1386, a conquista de Ceuta, e algumas cenas rurais como romarias e procissões, vindimas e feiras de gado. Esta obra de arte de 20 mil azulejos, do artista Jorge Rey Colaço, fazem com que a Estação de São Bento seja qualificada como uma das mais bonitas e mais fotografadas em todo o mundo.

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Estação de São Bento

Subimos pela Rua 31 de janeiro, em direção à rua mais comercial da cidade, a Rua de Santa Catarina, morada das antigas Galerias Palladium, da Livraria Latina e de tantas outras lojas. Uma das paragens obrigatórias aqui é o famoso Café Majestic, onde reina a Art Nouveau. Abriu as suas portas, em 1921, sob o nome Café Elite e marcou gerações de políticos, literários e outros intelectuais que aqui se juntavam para tertúlias.

Seguimos até à zona do Mercado do Bolhão, um dos mercados mais emblemáticos da cidade mas que neste momento se encontra ainda num espaço temporário enquanto aguarda o término das obras de renovação. Mas isso não é motivo para não visitar a zona em redor que conta com várias lojas típicas. O passeio segue até chegarmos à Capela das Almas (sec.XVIII), cuja fachada está totalmente revestida com azulejos azuis e brancos produzidos na ábrica de Cerâmica Viúva Lamego (1929).

O caminho faz-se, novamente, pela Rua de Santa Catarina, mas desta vez descemos em direção à zona da Sé, passando pelo Palácio dos Condes de Azevedo. A Praça da Batalha olha a Igreja de S.Ildefonso (1730), que se insurge no topo de uma escadaria. A sua fachada é decorada quase inteiramente com azulejos de 1932, incluindo as torres sineiras.

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Igreja de S.Ildefonso, na Praça da Batalha

Passando pela Muralha Primitiva, chegamos à Sé Catedral do Porto, de estilo românico que remonta ao séc. XII e um dos edifícios mais antigos da cidade. No interior destaca-se uma capela com um túmulo de registo gótico, e de influência barroca o retábulo-mor em talha dourada e o altar em prata. É, literalmente, um dos postais do Porto, já que, juntamente com o Palácio do Bispo, é um dos monumentos centrais na maior parte das fotografias que representam a Invicta. Ao lado da Sé, no largo do Terreiro, está ainda a Casa dos Vinte e Quatro, antiga Casa da Câmara.

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Sé do Porto

Seguimos em direção ao Paço Episcopal do Porto ou como é comummente chamado, o Palácio do Bispo. Esta é a atual residência do Bispo do Porto. Está aberto ao público desde 2016 e desde 2018 que conta com visitas com ou sem orientação. Descendo pela Rua da Pena Ventosa, chegamos à Igreja e Colégio de São Lourenço, também conhecida como Igreja dos Grilos. Este é um lugar três em um já que, para além de ser uma igreja, também é o Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Porto e tem uma das vistas mais bonitas (e baratas) do Porto, desde o alto das suas torres.

Próxima paragem: Bairro da Ribeira. Passamos pela Rua dos Mercadores e assim que avistamos o Cubo, sabemos que chegámos ao nosso destino. Estamos em plena Praça da Ribeira que, em conjunto com o Bairro e outras zonas do centro histórico, é Património da Humanidade pela UNESCO. Para quem é de fora, é fácil perder-se nas ruelas do bairro, mas isso faz parte da experiência!

Chegados à Ribeira, do lado direito, encontra-se a única porta que ainda existe da Muralha Fernandina do séc. XIV: o postigo do carvão, cujo nome se deve ao facto de este ter sido o local por onde entrava o combustível na Invicta. Pela cidade, ainda existem vários troços desta muralha, sendo que o troço mais bem preservado é o dos Guindais, ao lado da Ponte Luís I. E é para aí mesmo que seguimos.

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Ribeira do Porto
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Ribeira do Porto

Ponte Luís I é um dos cartões de visita da cidade e deste Roteiro pelo Porto e é uma das seis pontes que liga a cidade do Porto a Vila Nova de Gaia. Foi inaugurada em 1886, mas o tabuleiro inferior só foi concluído dois anos depois. Reza a lenda que D. Luís I não compareceu à inauguração e que, por isso, a população decidiu retirar o “Dom” ao nome da ponte.

Do outro lado da ponte está o centro industrial do vinho do Porto, Vila Nova de Gaia. E o que seria de uma visita ao Porto sem visitar uma cave com direito a prova de vinho? Há várias por onde escolher, mas nós sugerimos duas: Offley ou Sandeman. O dia já começa a cair e está na hora de nos posicionarmos para ver o pôr do sol. Há quem diga que não há pôr do sol mais bonito do que no Jardim do Morro, mas outros dizem que o sítio certo é no Porto Cruz.

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Cais de Gaia

Dia 2

O segundo dia começa na Rua de Cedofeita, uma rua de comércio tradicional emblemática, e vamos em direção à Praça Carlos Alberto (ou Praça dos Ferradores, uma vez que muitos se encontravam durante séculos neste local). No topo nascente encontra-se o original Palácio dos Viscondes de Balsemão, depois convertido numa hospedaria que alojou o exilado Rei Carlos Alberto da Sardenha em 1849. Tem também um monumento de homenagem aos portugueses mortos na 1ª Guerra Mundial. 

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Praça de Carlos Alberto

Pelo caminho, um pequeno desvio para a Rua Miguel Bombarda, a rua das galerias de arte e das lojas vintage e alternativas. Várias vezes ao ano, as galerias fazem inaugurações de exposições. Por norma são durante o fim-de-semana!

São apenas 300 metros, desde a Praça Carlos Alberto até à Praça de Gomes Teixeira, morada da Reitoria da Universidade do Porto. Este nome pode soar desconhecido para muitos, já que popularmente é chamada Praça dos Leões em virtude da Fonte dos Leões que se encontra no centro da praça. Este era e é um dos pontos de encontro dos estudantes e portuenses, especialmente à noite. É aqui que fica o famoso Piolho que, na verdade, se chama café Âncora D’Ouro, aberto desde 1909 e berço do cimbalino (equivalente à bica lisboeta), assim apelidado devido à primeira máquina de expressos do Porto, La Cimbali. Este café ganhou tanta popularidade que, apesar de ficar na Praça dos Leões, é comum dizer “zona do Piolho”.

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O Piolho e Praça dos Leões

Ainda na praça, existe a casa mais estreita da cidade e do país, a chamada Casa Escondida, Onde? Entre os complexos Igreja do Carmo e Igreja dos Carmelitas. A maior parte das pessoas não se apercebe de que são duas igrejas distintas e que, ali no meio, onde se encontra a pequena porta verde, esconde-se uma casa estreita, de três andares, que pode ser visitada desde 2018. Ambas as igrejas são de estilo clássico e rococó com elementos barrocos e portanto ricas em trabalhos de talha dourada, merecendo sem dúvida uma visita. A Igreja dos Carmelitas (à esquerda) começou a ser construída em 1616, e a Igreja do Carmo (à direita) em 1756, com grande painel lateral de azulejos a ser acrescentado em 1912. Ambas são consideradas Monumento Nacional.

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Igreja dos Carmelitas (a esq.) do Carmo (à direita) e a Casa Escondida (ao centro)

O Roteiro pelo Porto avança em direção à Livraria Lello, cujo edifício foi inaugurado em 1906. Mas a sua história começou vinte e cinco anos antes, em 1881, quando os irmãos António e José Lello decidiram abrir a sua primeira livraria. A sua fachada, de estilo Art Nouveau, impressiona qualquer um, mas é a escadaria e toda a decoração interior que faz os olhos arregalar. Foram estas mesmas escadas que inspiraram J.K. Rowling, autora dos livros do Harry Potter, quando vivia no Porto.

Atrás da Livraria Lello fica a Rua das Galerias de Paris que alberga feiras de artesanato ao fim-de-semana. De noite, esta rua e outras à volta, transformam-se num centro de reunião para pessoas de todas as idades e nacionalidades.

Seguimos em direção à Torre dos Clérigos, mandada edificar, em 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, quatro anos depois de ser construída a Igreja dos Clérigos. A visita à Igreja é gratuita, contrariamente à Torre que, em dias de muita movimentação, chega a ter grandes filas para comprar bilhete e subir. Do alto da torre, construída pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni, no século XVIII, a vista de 360 graus sobre o centro do Porto é espetacular. O jardim envolvente tem um pequeno bar com esplanada muito agradáveç – o Base – que infelizmente se encontrava fechado nesta fase.

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Torre dos Clérigos e zona envolvente

À saída dos Clérigos, a caminho do Centro de Fotografia, está o Jardim da Cordoaria, aberto 24h por dia. O atual Centro de Fotografia ou a antiga Cadeira de Relação – onde Camilo Castelo Branco chegou a estar preso -, tem entrada gratuita e é uma interessante renovação levada a cabo pelo arquiteto Eduardo Souto Moura.

Entramos no bairro da Vitória, uma das últimas judiarias da cidade. Era no atual Convento de São Bento da Vitória que se situava a Sinagoga. E é pela rua com o mesmo nome que descemos até chegar a um dos miradouros mais bonitos da cidade, o Miradouro da Vitória no Largo da Bataria da Vitória.

Continuamos no trajeto dos miradouros e seguimos pela Rua de São Miguel, até chegarmos à Rua das Virtudes, onde se encontra o Miradouro das Virtudes, um dos preferidos de turistas e portuenses. É aqui que multidões se reúnem, especialmente durante o verão, para ver o pôr-do-sol, ao som de músicos espontâneos.

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Miradouro das Virtudes

O roteiro segue, agora, em direção ao Bairro de Miragaia, pela Rua de Tomás Gonzaga. É a caminho da Alfândega que fica o antigo Armazém da Alfândega que foi transformado num espaço com um bar e lojas de antiguidades. Hoje em dia, a nova Alfândega alberga exposições e vários eventos ao longo do ano. É nesta mesma zona que se apanha o elétrico 1 que vai até à Foz. Mas esse é passeio para outro dia!

Regressamos à beira rio até à zona onde se encontra a Igreja de São Francisco, cujo interior pelo seu estilo rococó e revestimento a talha dourada, merece a pena uma visita. Ao lado fica o Palácio da Bolsa, também conhecido como Associação Comercial do Porto, onde Gustave Eiffel teve o seu gabinete, no séc. XIX. Há visitas guiadas para conhecer as diversas divisões de um dos interiores mais bonitos do Porto!

Ainda na mesma zona, fica o Mercado Ferreira Borges, atual Hard Club. Este centro cultural recebe vários concertos e exposições ao longo do ano. Que tal ver se há alguma coisa a acontecer?

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Palácio da Bolsa e Hard Club (Mercado Ferreira Borges)

Dia 3

Os dois primeiros dias contam com vários quilómetros percorridos pelas ruas da Baixa do Porto. No terceiro dia deste Roteiro pelo Porto, vamos para a zona de Massarelos, onde se encontram várias Universidades e outros pontos de interesse da cidade.

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Detalhes das ruas do Porto

A primeira paragem, mesmo antes de entrarmos em Massarelos, é o Museu Soares dos Reis. Foi fundado em 1833 e é o primeiro museu público de arte de todo o país! As exposições aqui apresentadas giram em torno da cerâmica, escultura, gravura, pintura, mobiliário e outros.

Seguimos pela Rua de D. Manuel II e chegamos ao Palácio de Cristal. Não se deixem enganar pelo nome: atualmente não há nenhum palácio. Noventa anos depois de começar a ser construído, em 1951, a estrutura do Palácio foi demolida e deu lugar ao atual Pavilhão Rosa Mota.

O Palácio pode ter perdido o seu lugar, mas os jardins românticos do séc. XIX perduram até aos dias de hoje. Cada um tem um tema e formas geométricas próprias: existe o Jardim das Plantas Aromáticas, o Jardim das Medicinais, o Jardim do Roseiral, o Jardim das Cidades Germinadas e o Jardim dos Sentimentos.
Dizem os locais que a vista desde o Torreão do Jardim é das mais bonitas, pois tem vista privilegiada: por um lado, dá para apreciar as duas margens (Porto e Gaia) e o Rio Douro bem azul e, por outro, visão direta para a Ponte da Arrábida ao fundo.

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Palácio de Cristal

A pouco mais de dez minutos, fica o Mercado do Bom Sucesso, um dos principais da cidade. Depois da sua inauguração em 1952, já sofreu remodelações e, neste momento, é um complexo que junta mercado gastronómico, mercado de frescos, zona de restauração e eventos, e ainda um hotel.

Do outro lado da maior praça do Porto, a Praça Mouzinho de Albuquerque ou Rotunda da Boavista, fica a imponente Casa da Música. A ideia da Casa da Música surge após a cidade do Porto e de Roterdão serem escolhidas como Capitais Europeias da Cultura em 2001. O objetivo era construir uma casa onde reinasse a música. Várias propostas foram a concurso e o vencedor foi o arquiteto holandês Rem Koolhaas, com uma adaptação de um projeto que tinha para uma moradia. A sua construção só ficou concluída quatro anos depois da data prevista, em 2005. Entramos para uma visita guiada?

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Casa da Música e Rotunda da Boavista

Para viver e respirar a cidade do Porto há que conhecê-la de dia e de noite. A zona do Piolho, que visitámos no segundo dia, é um dos locais prediletos para começar a noite na Invicta. Nas Galerias de Paris há vários bares dançantes como é o caso do Rendez Vous, Plano B, Porto Tónico, Galerias de Paris, Casa do Livro ou Café Au Lait. Na Rua das Oliveiras também existem os bares Pipa Velha e o bar do Hostel Selina e, um pouco mais abaixo, na Praça Carlos Alberto, fica a Embaixada do Porto – um espaço de fotografia e música em vinil, com um bar e espetáculos ao vivo dos mais variados géneros musicais. 
Em plena época de Covid, este foi um espaço que evitei, tendo somente por lá passado durante o dia.

Dia 4

O último dia no Porto pede uma visita a um dos lugares mais icónicos e queridos da cidade: a Fundação de Serralves. Inaugurada em 1989, visa promover a arte contemporânea e estimular o interesse pela arquitetura e paisagem. É aqui que, todos os anos, decorre o Serralves em Festa, um festival de 50 horas com performances, música, exposições e workshops, de entrada gratuita. Durante o resto do ano, a entrada no Museu, projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza Vieira, nas Casas e nos Jardins tem um custo, mas vale muito a pena. No primeiro domingo de cada mês, a entrada é gratuita das 10h00 às 13h00. Aproveite!

Seguindo a Avenida Marechal Gomes da Costa até ao fim, chegamos à Foz do Douro, ou apenas Foz como dizem os locais. Se não forem fãs de museus de arte, podem apanhar logo o elétrico 1, perto da zona do Palácio da Bolsa, até ao Passeio Alegre.

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de Eléctrico até ao Passeio Alegre
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A Foz é a zona chique do Porto, conhecida por ser uma das zonas mais caras da cidade, mas também uma das mais agradáveis, onde a brisa do mar se junta à do rio. Sugerimos uma visita ao Jardim do Passeio Alegre, seguida de uma caminhada à beira mar até à zona das praias. Em frente à Praia da Luz, fica a paragem do autocarro 500 e do elétrico 1 que nos levam diretamente a Matosinhos.

Caminhando um pouco mais na Avenida do Brasil, chegamos à Praia de Gondarém e também à Confeitaria Doce Mar conhecida pelos famosos croissants. Mar e gastronomia são duas das palavras que mais caracterizam Matosinhos. Esta freguesia é famosa pelo peixe e pelo marisco e, por esse motivo, como não podia deixar de ser, a primeira paragem é o Mercado de Matosinhos. Desde frescos, a frutas e restaurantes, o Mercado de Matosinhos distingue-se pela sua arquitetura e dinâmica. Entre as várias lojas e cafés, destacam-se a Quadra – Incubadora de Design e o Manifesto, um espaço da agência de viagens de aventura Nomad criado para dar destaque à fotografia documental, à narrativa lenta e às viagens.
A Rotunda da Anémona é também uma das mais conhecidas do país, com uma instalação fluída constituida por redes de pesca. 

Se estiver bom tempo, nada como ir até à Praia de Leça da Palmeira apanhar banhos de sol ou experimentar surf, kitesurf ou bodyboard. Aqui, a ondulação tende a ser forte, o que torna a praia ideal para estas atividades.

Do lado direito da praia, para quem está virado para o mar, fica a Piscina das Marés, um conjunto de piscinas de água salgada mesmo por cima do mar, da autoria do arquiteto Siza Vieira. Construído sobre os rochedos, encontra o restaurante Casa de Chá da Boa Nova, uma das primeiras obras e mais emblemáticas do arquiteto Siza Vieira, Monumento Nacional e integrado no Roteiro Internacional de Arquitetura. Sob a direção do Chef Rui Paula, o restaurante conquistou, em 2016, a sua primeira Estrela Michelin.

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Foz


No regresso para o centro do Porto, fica o Parque da Cidade, o maior parque urbano do país. Este parque é o sítio ideal para piqueniques ou para sentar e ler um livro.

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Parque da Cidade
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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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