Após 6 viagens canceladas nos últimos meses, voltar a voar após o confinamento trazia tanto de curiosidade quanto de expectativa e excitação associadas. Apesar de todos os receios, marquei ainda nos primeiros tempos de confinamento a minha primeira viagem – nada mais nada menos que para a Islândia.

          Assim, malas feitas, foi altura de rumar ao aeroporto. Apesar de todos os procedimentos que poderiam ser necessários realizar, ainda não foi desta que cheguei mais cedo que o previsto. Com cerca de uma hora de antecedência, encontro um aeroporto desoladoramente vazio, mas o meu coração não podia ir mais cheio: este será sempre um dos meus lugares favoritos do mundo, por tudo aquilo que simboliza.

primeiro voo pós-desconfinamento2 - Viajar Islândia
detalhes no Aeroporto de Lisboa e toalhitas fornecidas pela Luthansa

          É tempo de avançar e entregar a mala para o porão. Nota-se que os funcionários estão mais relaxados – provavelmente resultado do menor fluxo e stress laboral – e sou extremamente bem atendida e com uma atenção acima do habitual.

          Atravesso o duty-free, a área de lojas e a da restauração, apercebendo-me de vários pontos de desinfecção das mãos. A sinalética é simples e eficaz, tornando-se apelativa sem ser intrusiva. Sim, faz-nos querer cumprir as normas de segurança.

          Próxima paragem, verificar o boarding pass no sistema automático, passar outra barreira de segurança e a mochila nas máquinas de Rx. Ao longo de todo o percurso, o chão assinala devidamente o distanciamento social, que as pessoas fazem por cumprir.

          Chegando à porta de embarque, noto novamente alguns bancos devidamente assinalados para garantir o distanciamento, mas que por esse motivo tornam os disponíveis insuficientes para toda a gente. Ninguém parece estar muito incomodado: as pessoas esperam de pé, sem aglomerados, e no geral parecem contentes por finalmente poderem voltar a viajar.

primeiro voo pós-desconfinamento2 - Viajar Islândia
viagem Lisboa - Frankfurt perfeitamente tranquila e com vários lugares vagos

    E, finalmente, o momento pelo qual espero (esperamos todos!) há meses. É tempo de embarcar. Respeitando a fila, mantendo sempre a máscara desde o início de entrada no aeroporto, sou recebida pelos comissários de bordo que com a simpatia habitual me dão as boas vindas e uma toalhita desinfectante. É tempo de sentar e relaxar. É tempo de voltar a viajar. Em Portugal ou fora dele, que viajemos e desconfinemos com segurança e responsabilidade.

voar após desconfinar - me across the world
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Andreia Castro

Andreia Castro

Viajante antes de ser Médica, vivo com as memórias no bolso, o passaporte na mão e sempre com a próxima viagem marcada.

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